A malvada cafeína

5 de Julho de 2021

Não me lembro da última vez em que fiquei sem beber café. Na verdade, nem consigo imaginar quando eu simplesmente acordava e funcionava sem o impulso da cafeína. É quinta-feira à tarde e só consigo pensar em como vou sobreviver ao longo do dia. Será que minha rotina inteira foi moldada em cima desse estimulante? Tenho dificuldade em me concentrar, sinto preguiça, me falta inspiração e minha cabeça parece tonta e confusa. Eu não estaria exagerando se dissesse que uma dor de cabeça parece estar batendo na minha porta também.

Para evitar enfrentar o possível fato de que sou viciada, procuro tarefas aleatórias que não requeiram atenção do meu cérebro; o que também deve incluir ficar longe do computador, o que certamente não está ajudando esta cabeça latejante e irritante que, adivinhe, acabou de piorar! Mas logo reflito: não faria mal algum me dedicar a um trabalho doméstico, certo? O aspirador de pó deve me salvar agora. A propósito: nós dois nos divertimos muito naquela tarde!

É assim que se manifesta a chamada temperança? Meu corpo está rejeitando a ausência de substâncias terminadas em "ina"? É possível. Agora me pergunto como seria encontrar amigos para uma xícara de café daqui pra frente. Mesmo aqueles dias feitos para sentar em um cafeteria para inspirar meu escritor interior não serão mais iguais.

Porém, não importa o quão estranho e difícil isso pareça, estou determinada a seguir uma nova rotina que acaba de ser prescrita por uma especialista em Ayurveda para melhorar meu bem-estar e também aliviar minha agonia mensal eterna, a.k.a. TPM. A verdade é que estou cansada de me sentir péssima 10 dias por mês - muitas mulheres vão me entender! -, todos os meses, então acho que farei o que for preciso para fazer essas sensações desagradáveis irem embora.

Uma semana depois: meu sangue está livre de cafeína e é surpreendentemente bom. Depois do terceiro dia acho que me acostumei e, convenhamos, não foi tão ruim assim. Não sei se é por causa de algum benefício físico-mental que se deva obter com a ausência de cafeína ou simplesmente o efeito do orgulho de ser corajosa o suficiente para aguentar uma semana inteira que me faz sentir bem assim.

De qualquer forma, para honrar minha resiliência, decido me servir um café delicioso e aromático que ninguém faz melhor do que minha velha amiga Bialetti. A propósito: é descafeinado e muito gostoso!

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